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Direitos Por Linhas Tortas

Ando sem energias, as semanas têm sido desgastantes e os dias extremamente longos e duros. Repararam que os dias encurtaram ou continuam a sair de casa de noite e chegar já escuro exatamente da mesma forma como há um mês ou dois atrás?

Nem tenho dado por noticias nem merdas (merdas é tudo o que não é noticia mas enche telejornais, revistas, conversas de café e obituários), mas reparei que parece que temos um novo governo, ou devo dizer gooooooveeerrrrnooooooo tamanha é a extensão de cargos. Só tenho a dizer que espero que sejam pessoas humanas e que façam um mini torneio de futebol 5. Dá à vontade para umas 10 equipas e certeza que durante a legislatura será extremamente agradável para um secretário de estado dar uma canelada num ministro ou, quem sabe, um secretário de estado que tem uma pasta meio partilhada com outro puder enviar o seu parceiro para uma baixa prolongada.

Imagino que muitos ministros que transitam do executivo anterior queriam dar um "chega chega" com o ministro das finanças.

Quanto ao ambiente; espero que o conselho de ministros seja feito numa sala arejada para não se tornar demasiado quente e abafado. 

Despeço-me de vocês com um beijinho no lóbulo da orelha (lavada) e com a seguinte informação muito relevante: hoje a Rosa Grilo vestiu uma roupa azul marinho a fugir da cadeia, demasiado fresca para a época. 

 

 

Deixo-vos coisinhas boas aqui em baixo

 

Devo dizer antes de mais nada, assim em jeito de declaração de interesses, que não tenho opinião formada sobre se a Catalunha deve ou não ser independente. Isso cabe obviamente aos Catalães e às Catalãs debater e escolher. 

Rajoy primeiro e agora Sanchez geriram todo este processo como elefantes em lojas de porcelana e com os seus toques de Midas invertidos transformaram uma questão política, que é o direito à autodeterminação dos povos, numa questão de falta de democracia e até de opressão de toda a região da Catalunha pelo governo central. 

Com a proibição da realização do referendo à independência por Rajoy deixámos de discutir a questão da viabilidade da independência para colocarmos no centro da questão a óbvia reivindicação pela democracia. Não podemos esquecer que o senhor Rajoy em 2017 envia a policia para reprimir a população tentando impedir a realização do referendo e posteriormente determinando (não o Rajoy mas a justiça, mas vocês perceberam) a prisão dos independentistas.

Nota: Estes independentistas não são uma malta que chegou à bruta e decidiu que a partir  dali iam tornar aquilo tudo independente, assim como quem decide que agora os cortinados vão ser azuis. Foram eleitos Democraticamente em 2015 com essa bandeira, a da Catalunha junta pelo Sim. 

A 14 de outubro deste ano (vocês sabem), o Tribunal Supremo de Espanha decide, num ato de loucura, condenar os responsáveis pela elaboração do referendo a penas que vão até 13 anos de prisão efetiva. 

Assim, Espanha encontrou uma gaveta funda e escura e escondeu lá a democracia. 

Obviamente que a população que havia eleito estas pessoas com a promessa de realizarem um referendo ao verem a sua condenação saíram à rua em protesto.

E Sanchez, ao ver os protestos o que é que faz?

- Repressão!

Que leva a?

- Violência!

E posto isto o que é que faz?

- Repressão mais forte, com policias de cabeça perdida a baterem em tudo o que mexe.

Boa, e o que acontece depois?

- Mais violência, carros a arder...

Vocês aprendem rápido.

Pedro Sanchez assumiu uma posição de braço de ferro recusando até reunir com o presidente da Generalitat (que foi eleito pelo povo da Catalunha) num ato de ditadura e de falta de respeito pelos Catalães e pelas Catalãs. 

Sanchez ao gerir isto com punho de ferro metendo a democracia no bolso e sendo o principal culpado por cada ferida, por cada pedra arremessada, por cada carro incendiado e por qualquer ato violento corre um risco sério que o desejo (legitimo) de independência da Catalunha alastre a outras zonas de Espanha com as mesmas pretensões entretanto adormecidas. (Boa sorte a gerir um queijo suiço)

 

Foto: AFP

Foto:AFP

 

 

Entro numa loja e tropeço logo no "Lisboa, chão sagrado" da Ana Bárbara Pedrosa.

- O que? Não conhecem o nome? Então gravem bem na memória que vão ouvi-lo muitas vezes.

É o romance de estreia desta autora de quem, espero, ainda vamos ouvir falar muito.

Já há muito tempo que não devorava um livro num só dia e a Ana Bárbara Pedrosa trouxe-me isso de novo, juntamente com um soco no estômago.

Um romance de desamores, de desencontros, de conflitos e com a paixão bem no centro do enredo.

Preparem-se para sentir esta nova lisboa bem presente e de repente viajar até ao brasil sentindo o calor e o suor a escorrer pelas costas colando a camisola ao corpo. Preparem-se para ir de Lisboa à Bahia, para correr o mundo até á ocupaçao da Palestina por Israel e tudo sem sair do sofá. 

A Ana Bárbara tem aquele talento de dar um valente abanão a quem a lê questionando, excitando e fazendo-nos voar de uma forma brutal e honesta. 

Bendita côr neste mundo tantas vezes cinzento. 

Link

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Somos todos loucos e temos todos a possibilidade de cair embrenhando na loucura se a sacana da “Bida” assim quiser. Artur Fleck nasceu na lama e na lama ficou até chegar à loucura apoteótica envolta na sua liberdade.

Joker-1-1140x760

O sacana do Joaquin Phoenix tem uma prestação soberba, façam entrar já a estatueta, pega na personagem e com ela cresce, luta, sofre, chora, ri desalmadamente e cai desamparado na violência dos subúrbios, ou melhor, cai sem rede na pressão diária da vida real daquelas pessoas que têm que ser mais que os outros para conseguirem chegar aos mesmos sítios. Joaquin Phoenix cai no sofrimento como Artur Fleck para depois se erguer livre como Joker transportado num olhar magnifico de Todd Phillips. Foi neste olhar incrível e na prestação física do Joaquin Phoenix que o filme me apanhou. E é mesmo "só" isso, um olhar incrivel, uma fotografia de meter as mãos na cabeça e um banho de representação de dizer "ais" e "uis" com fartura. 

Agora “botem as bistas” nisto e siga para o cinema. (façam lá o favor de não encherem o raio dos bancos cheios de pipocas que depois isto vem colado às calças das pessoas).

 

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