Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Direitos Por Linhas Tortas

Sabem aqueles Tupperware´s com restos de comida que atafulhamos no frigorífico mesmo sabendo que vão começar a cheirar mal e teremos sempre que colocar no lixo depois? Foi exactamente isso que fizemos com este governo de Luís Montenegro. 

Antes da forma desastrosa como a coisa acabou devemos pensar um bocadinho no restante... 

O PSD, deu ao país alguns nomes que todos conhecemos, Sá Carneiro, Cavaco Silva, Durão Barroso, Santana Lopes, Alberto João Jardim, entre muitos outros como Duarte Lima e Oliveira e Costa, e deu-nos também Luís Montenegro. 

Como podemos verificar são tudo bons rapazes e todos são gente do mais elevado nível de seriedade. 

Mas trafulhice a parte que não vamos agora falar de BPN nem de atropelamentos de velhinhas, as políticas,  que essas sim, mais do que qualquer rendimento não declarado são essas mesmas que influenciam a vida de qualquer português no seu dia a dia. E nesse capitulo, Luís Montenegro não iria ser diferente dos governos do PSD que o antecederam, não iria, não estava, nem está a ser, continuando a ânsia de privatizar tudo o que mexe e de agora, tal como antes, entregar o máximo possível antes da saída. Miguel Pinto Luz é aliás um especialista em assinar decretos na 25ª Hora. 

Luís Montenegro chegou ao governo com a mesma bandeira de muitos governos do PSD, a descida do IRC, colocando assim mais dinheiro no bolso dos grandes empresários deixando logo à chegada os cidadãos comuns fora da equação. Um mês e pouco mais tarde, em Junho, o governo anuncia, em mais um PowerPoint todo airoso, medidas para acabar com as formas de regularização dos emigrantes em situação ilegal, e que rica medida para esfregar o ego dos apoiantes mais a direita e de colocar pessoas num limbo legal. Nota: Não esquecer que foi o PSD que pariu um Chega. 

E chegamos às medidas de apoio à habitação para os Jovens, medida muito anunciada para resolver o problema do acesso à habitação mas que no final de contas o que fez? Podem soar os tambores... Exactamente, fez o preço da habitação subir mais. Ficamos a saber também que quem mais beneficia da medida são jovens estrangeiros com maior poder de compra. Mas Luís Montenegro não ficou feliz, achou que os jovens portugueses já estavam a beneficiar demasiado desta medida e decidiu mais uma vez beneficiar quem? Lá está, decidiu alargar a medida às sociedades financeiras. Obrigado por olhares pela população Luís. 

Durante o seu governo Luís Montenegro decidiu também homenagear Pedro Santana Lopes fazendo mais nomeações num ano que António Costa em oito. Qualquer coisa como mais de vinte e seis mil pessoas. Sim, sim, isso mesmo, mais de vinte e seis mil pessoas colocadas em cargos e carguinhos. 

Como não podia deixar de ser, um governo do PSD não conseguiria estar em funções sem mexer na educação e na saúde. 

Tirando o caos da nomeação de professores que já só por si é motivo de indignação, o ministro decidiu ameaçar com o aumento de propinas, limitando o acesso dos que menos têm ao ensino superior. Esta medida ficou na prateleira por dois anos mas foi o suficiente para percebermos o que o governo desejava. 

Na saúde, ai senhores, na saúde...

Esta ministra é o exemplo que o serviço nacional de saúde é das melhores coisas que construímos mesmo após tantos ataques de diversos governos da direita.

O serviço nacional de saúde conseguiu aguentar no cargo até ao final uma ministra já defunta politicamente. 

Ana Paula Martins ficou marcada pelas falhas de atendimento do INEM, levando a 11 mortes. Ficamos a saber que a ministra tinha conhecimento dos pré avisos de greve e não fez nada. 

Este governo de Luís Montenegro ainda depois da sua queda tenta a toda a força retalhar o serviço nacional de saúde entregando-o aos privados. Cinco novas PPP estão em cima da mesa mesmo já sem legitimidade para tomar este tipo de decisões. Juntando a isto, o ainda governo defunto quer entregar cento e setenta e quatro centros de saúde para a gestão privada. 

Neste ponto já o Tupperware começava a cheirar mal mas ainda decidimos manter no frigorífico. 

Foi um ano demasiado mau, ainda podemos temperar este conteúdo com um ministro a chamar bêbado aos maquinistas da cp, com um pouquinho de lei dos solos que abre caminho a mais corrupção mas não sem antes adicionar ainda uma pitada de perceções que para o governo superam qualquer estatística ou estudo. 

Posto isto senhoras e senhores, a moção de confiança depois de tanta trapalhada foi só o Tupperware a pedir "deitem-me no lixo por favor". 

Já se falou o suficiente do Novo Corona Virús, ou COVID-19?

Já todos vocês sabem que têm que ser socialmente responsáveis e que devem FICAR EM CASA? 

Não sei se perceberam mas ficar em casa significa fechar a porta com vocês lá dentro. OK? Perceberam? Dentro da casa. Sem discotecas, sem idas ao café nem para à praia, sem ir açambarcar todo o papel de higiênico do mundo.... Por falar nisso... A sério? Papel Higiênico? É essa a vossa preocupação num período de contenção? E preservativos? Se entre cagar e pinar a vossa preocupação é ter o rabinho afagado com uma folha de papel o melhor é irem mesmo com o caraças.

Vamos falar de coisas sérias só um bocadinho?

Vamos pensar no que esta situação nos mostra?

Em tempos destes, em tempos de crises e de grandes dificuldades a quem é que todos nós recorremos? Em que porta batemos?

Sempre ao Estado, sempre ao SNS. Até aqueles que defendem o serviço privado, que querem engordar as seguradoras e os donos de hospitais privados à custa dos nossos impostos, batem à porta do SNS nos piores momentos. São os primeiros a exigir respostas por parte do Estado. 

O SNS é um dos pilares da nossa sociedade, é o ultimo garante quando tudo falha. Aqueles que tão acerrimamente defendem o serviço privado, fazem-no, sempre a contar com a rede de segurança do SNS quando os privados falham. 

O que esta situação nos mostra é que é na Saúde pública que temos que apostar, é ela a resposta da sociedade para o bem estar de todos os indivíduos e comunidades. 

É possível um SNS mais forte, com um orçamento reforçado e com uma clara separação entre o que é publico e o que é privado batendo-nos sempre por um reforço da capacidade pública onde esta não existe. 

Temos, como sociedade, de perceber que o SNS é a nossa ultima garantia de saúde e muitas vezes de sobrevivência. É pelo serviço, por aqueles profissionais de saúde (que tanto necessitam das suas carreiras valorizadas), por todos nós, que temos que de uma vez por todas e a uma só voz lutar pelo fim do interesse dos que querem lucrar com a saúde e colocar no centro da atenção o SNS. 

PS: Parem de se embrulhar em papel higiênico e fechem-se em casa, na dificuldade usem o bidé e deem uma mangueirada por baixo. Limpa e refresca.

 

https://covid19.min-saude.pt/

Covid-19: Sabe como lavar as mãos corretamente? A DGS ensina

 

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2025
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2024
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2023
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2022
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2021
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
Em destaque no SAPO Blogs
pub